Sexta-feira, 19 de Março de 2010

Vinte anos "blues" ...

Diz a letra: "Ontem de manhã, quando acordei...".

Bem, no meu caso foi ontem à noite, ao assistir a um especial com nossa imortal Elis.

Uma longa entrevista onde uma coisa em especial me chamou a atenção.

Perguntada sobre porque não estava fazendo televisão - notem bem, já em 1973-ela relatou um lamentável episódio.

Ao chegar ao estúdio o o imbecil  "responsável de plantão" pelo programa, desconhecendo-a perguntou se ela ia "só cantar".

Elis irritada nem respondeu e foi embora.

Com toda a razão.

Bem, não é segredo que detesto a tv brasileira (aliás, a norte-a americana da qual a nossa é cópia total também) pela sua imbecilidade notória.

Mas isso me fez pensar e gerou este pequeno artigo, esta reflexão que agora faço.

"Só cantar" ?

Esperava o idiota que ela fizesse junto com o canto o que mais?

Sapatear. dançar?

Rebolar, tirar a roupa?

Talvez tenha começado aí, nessa época, a morte do bom-gosto e o nascimento

da vulgaridade em que se transformou a progranção musical das emissoras de televisão.

E do sucesso das "cantoras-meretrizes", como as denomino graças a seus comportamentos e visuais.

Na época anterior a tais sandices, discutia-se se a música dançante poderia ter qualidade, em contraposição àquela instrumental ou mesmo "apenas" vocal com acompanhamento.

Parece que o desvairio venceu...

As "pop-stars" (até a designação é feita no isioma do explorador, dominador) de

hoje não necessitam saber cantar.

Isso é o que menos importa.

O importante é o visual.

De preferẽncia vulgar, deixando os "atributos pessoais" à mostra para o ignaro e imbecilizado público, que após assistir ao BBB do dia vai aos shows "musicais"

à procura de tudo menos música.

Bem, mas não existem só as cantoras de hoje.

Há as bandas, sempre de um gênero só: aquele da "atitude"...

Mais visual, mais gestos histriônicos, guitarristas e baixistas rebolando e fazendo caras-e-bocas de um ridículo atroz.Dando "passos coreográficos" durante a apresentação.

Ha...

Há exceções, claro!

Que confirmam a regra.

Cultura "de massa"...

Isso aí.

Têm todo o direito de praticá-la, o mesmo que tenho de abominá=la.

Feliz-ou infeliz-mente nasci músico.

Desde cedo, de ouvido e depois, mais tarde estudando muito.

Por algo que TODOS DIRÃO QUE É PRECONCEITO, não aceito desafinação;

Não aceito que o visual substitua totalmente o talento.

Pegue o primeiro passante, aleatoriamente, que encontra na rua.

Havendo dinheiro suficiente em dias ou meses teremos um ovo ou nova "pop-star".

Não aceito músico que não conheça seu instrumento o mínimo necessário para executá-lo decentemente.

Repare que não estou obrigando ninguém a ser teórico ou virtuoso!

Os "músicos práticos" nordestinos, por exemplo, são talentosíssimos e muitos nada sabem de teoria.Muitos são mesmo virtuosos.O que eu não sou nem nuinca fui.

Não é disso que falo.

Mas sei que logo virão em defesa dos bicões, dizendo que o importante á a "interpretação", a "atitude" (qual?), a "sensibilidade".

Ora, quuando tudo é música NADA é música.

E muito menos "Música" ,

Meus dois cêntimos de prosa.

De minha parte...ESTOU FORA!!!!!

Não aceito o que me empurram pela goela!

Não aceito concordar com tudo só porque é atual.

Repito que aqui exponho o meu ponto de vista.

Todos têm o direito de fazer ou gostar do que cismarem.

estado de espírito: Acordado!
música correlata: Vinte anos blues
publicado por renatoalvim às 14:11
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