Segunda-feira, 27 de Julho de 2009

Futebol, fair-play e caráter do povo brasileiro...

Recentemente ocorreu-me uma estranha ligação entre o jogo de futebol e o caráter do povo brasileiro dos dias de hoje.

Mais precisamente do caráter dos políticos brasileiros.

Ou da falta de caráter deles.

E no que isso acaba inflienciando nossa boa gente brasileira.

 

Ora, nossos políticos são os que percebem os maiores salários - e benesses - do mundo!

São provavelmente os mais salafrários e desonestos do mundo, salvo as parcas exceções que só confirmam a regra.

 

Legislam apenas em causa própria, raramente trabalham ou fazem algo produtivo, só pensam em reeleição e aposentadoria - aos oitos anos de "trabalho".

A desonestidade, a jaça do caráter e hoje em dia, dada a passividade (ou pusilinimidade) de nossa "brava" gente, os mais "caras-de-pau".

 

Roubam, constroem fortunas e patrimônios totalmente incompatíveis mesmo com seus absurdamente vultosos salários.

Nepotistas de fazer corar o próprio Nepote, empregam parentes, amigos, amigos dos amigos (Orkut?)...

Quem quer que lhes caia nas graças.

Sem o menor pejo, sem o menor pudor.

Despudorados que são.

A desonestidade é a tônica.

 

Bem, mas e onde entra o futebol nisso?

 

Gosto de futebol embora não fanático por ele.

 

Mas tenho que reconhecer que o futebol é o jogo da desonestidade.

O "unfair-playing" por excelência.

 

Reparem nas atitudes dos jogadores, juízes, técnicos e torcidas.

O jogador faz um falta violenta mas seu primeiro gesto é o de dobrar os braços e sinalizar com as mão balouçantes que "não fiz nada!".

Ou seja, ele está sendo desonesto, sabe disso.

A torcida sabe.

Mas nada farão se o juiz cair no engôdo por ele proposto.

Quando o juiz não está levando grana para roubar o time.

 

Os últimos jogos das semanas passadas mostram claramente a desonestidade flagrante dos juízes.

Lembram-se do gol com a mão que um famoso jogador fez em uma Copa do Mundo?

Todos viram.

Fotos, filmes, transmissão televisiva.

O mundo viu o gol ilícito, feito com as mãos.

Ora, o jogador que o cometeu, se fosse honesto ou se o próprio jogo o induzisse a ser, deveria ser o primeiro a se acusar.

Que fez o dito cujo?

Nada.

Inocentemente comemorou o gol.

O juiz não viu ou não deveria ter visto e validou o gol.

 

É então nítido que o futebol é por excelência o jogo da "espertesa canalha", da impunidade, da falta de ética.

 

Existe essa desonestidade "primária", "básica" em algum outro esporte?

No Basquete?

No Vôlei"?

No Tênis?

 

Lembro-me que nas corridas de cavalo a que assisti na infância sempre existiu o "photosharp", ou seja, uma câmera que revelava o real ganhador da corrida mesmo que estivessem emparelhados na chegada.

 

Ora, porque ninguém pensou em usar câmeras nos estádios?

 

Instantâneas, consultadas na hora do fato pelo juiz e seus auxiliares?

Em nada isso  oneraria o tempo de jogo e evitaríamos os resultados dúbios e as dúvidas frequentes sobre a lisura dos arbítros?

 

Um descanso para as combalidas mães dos juízes?

Alguém pode desmentir?

E aí entra a aludida alegação do texto aqui apresentado.

O brasileiro de hoje é o "esperto", o que gosta de "levar vantagem em tudo"...

Apesar de ser um dos povos mais ignorantes do mundo.

E mantido perversamente nessa ignorância pelos canalhas que assumem os cargos políticos nesse arremedo de democracia em que nos transformamos passivamente.

Tal qual os jogadores de futebol.

Ética para que?

O importante é levar a vantagem.

Inda que desonestamente.

 

Muitos dos que hoje criticam os canalhas do congresso (minúsculas mesmo) provavelmente ao assumirem um cargo público esquecerão sua honestidade mais rapidamente que um escanteio.

Temos os políticos que merecemos?

Não!

Temos os que permitimos, pois ninguém merece essa corja, súcia, malta, máfia, legião de bandidos comuns que são nossos políticos.

Que emporcalham dia-a-dia o que deveria ser a Política.

E fica tudo por isso mesmo.

 

"A opinião pública que se lixe", como disse na reportagem televisiva um dos canalhas de plantão.

"Quousque tandem Catilina abutere patientiae nostra??"

 

As perguintas que pairam no ar são tais como:

 

"Será coincidência sermos os melhores do mundo no jogo mais desonesto do mundo?".

 

O jogo pode estar influenciando ainda que atavicamente o caráter de nosso povo?

 

estado de espírito: Enojado.
música correlata: "É..." - Gonzaguinha.
publicado por renatoalvim às 02:32
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1 comentário:
De Celso Ramos a 14 de Outubro de 2009 às 02:16
Olá Renato!!!

Você tem razão quanto ao caráter anti-ético no futebol..mas gostaria de te lembrar fato muito recente que escandalizou o meio automobilístico.....O caso do Nelsinho Piquet...Isso foi o que veio a tona..agente não sabe do que rola nos bastidores...e os dopings no atletismo? O problema Renato, na verdade, é que o homem está distorcendo seus valores e essa distorção vai se alastrando aos pouquinhos por todas as esferas da sociedade, em todas as práticas!!!!
Abraços!!!

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